PetiçõesOutroAutor

Ação de Obrigação de Fazer

Petição Inicial

Usar este modelo

Crie uma cópia editável no Cicero Editor

Abrir no Editor

Criado

27 de abril de 2025

Atualizado

27 de abril de 2025

Versão

1

Autor

cicero

Jurisdição

br

Este modelo contém 38 campos personalizáveis

Nome AdvogadoEnderecoUfNome Parte RecorridaCnpj Parte RecorridaEndereco Parte RecorridaNumero Endereco Parte RecorridaUf Parte Recorrida+30 mais

# Ação de Obrigação de Fazer com Tutela Antecipada

_Petição inicial de Ação de Obrigação de Fazer com pedido de tutela antecipada, visando a entrega de veículo adquirido por meio de título de capitalização, após o cumprimento das obrigações contratuais pelo autor e recusa das empresas rés. Fundamentada no CDC e CPC._

## Qualificação e Fundamentação

**{NOME_ADVOGADO}**, brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado na {ENDERECO}, nesta Capital/{UF}, advogando em causa própria, vem a presença de Vossa Excelência, para com fundamento nos artigos. 461, 632 e seguintes do Código de Processo Civil, Lei n.º 8.087/90 (Código de Defesa do Consumidor), e demais legislação pertinente à matéria, promover a presente

**AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER**

com pedido de tutela antecipada

em relação a **{NOME_PARTE_RECORRIDA}**, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob n.º {CNPJ_PARTE_RECORRIDA}, com endereço na {ENDERECO_PARTE_RECORRIDA}, n.º {NUMERO_ENDERECO_PARTE_RECORRIDA} / {UF_PARTE_RECORRIDA}, Cep: {CEP_PARTE_RECORRIDA}, e **{NOME_PARTE_RECORRENTE}**, com sede na Cidade de {CIDADE_PARTE_RECORRENTE}/ {UF_PARTE_RECORRENTE}, na {ENDERECO_PARTE_RECORRENTE}, Cep: {CEP_PARTE_RECORRENTE}, inscrita no CNPJ/MF sob o nº {CNPJ_PARTE_RECORRENTE}. E o faz nos seguintes termos:

## Dos Fatos

Em {DATA_COMPRA}, adquiriu um título de capitalização sob o nº {NUMERO_TITULO_CAPITALIZACAO}, para a aquisição de um veículo 0 Km da marca {MARCA_VEICULO} ({MODELO_VEICULO} ? {PORTAS_VEICULO} portas ? {CV_VEICULO} CV ? {MARCHAS_VEICULO} marchas ? Gasolina), conforme opção indicada no contrato.

Após {TEMPO_ATE_ENTREGA}, cumpriu com sua parte pagando todas as parcelas nas datas determinadas. Empolgado para receber um carro zero, desejo de muita gente, não foi isto que aconteceu. As empresas promovidas sem nenhum motivo plausível, recusaram termitentemente entregar o veículo como rezava o contrato.

Observe-se da documentação anexa, que a **{NOME_PARTE_RECORRIDA}** em parceria com a **{NOME_PARTE_RECORRENTE}**, se comprometiam em entregar o veículo até {DATA_ENTREGA} (oito) dias após o pagamento da última parcela. E dizia mais, que as vantagens da **{NOME_PARTE_RECORRIDA}** em relação aos outros sistemas tradicionais de compra, era que o cliente não contraia uma dívida, pois, é um programa de compra através de um Título de Capitalização no valor equivalente ao {VALOR_VEICULO} 0 Km desejado.

Desde então Excelência, o autor iniciou uma luta diuturna, desigual e solitária para receber o que comprou e pagou sem a até a presente obter sucesso. Inconformado com a situação, interpelou inúmeras vezes os representantes das empresas, que sempre protelaram a satisfação da obrigação, abrigando-se sob as mais diversas alegações. Numa dessas interpelações, acabou recebendo uma proposta da qual considerou indecente e que até hoje não aceitou, ou seja, a Seguradora depositou na sua conta corrente na data de {DATA_DEPOSITO} a quantia de {VALOR_DEPOSITO} ({VALOR_EXTENSO_DEPOSITO}), e mandou que ele se virasse para comprar o carro, quando se sabe que o valor do veículo ultrapassa {VALOR_VEICULO} ({VALOR_EXTENSO_VEICULO}).

Não obstante as intensas peregrinações junto as empresas reclamadas no sentido de solucionar o caso, as mesmas fizeram ouvido de mercador, por certo habituado à rotina de prejudicar suas vítimas, obrigando-me a efetuar reclamação junto à Coordenadora Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, obtendo decisão favorável, culmido com a condenação da reclamada a multa de {VALOR_MULTA} ({VALOR_EXTENSO_VALOR_MULTA}) (doc. Anexo), como também, a **{INSTITUICAO_REGULADORA}**, que nada fez.

É extrema a necessidade que o autor e sua família tem em face do veículo, para as suas atividades profissionais, como também, para uso familiar. Com essa atitude, as empresas violaram várias normas do Código Defesa do Consumidor. Como provado nos autos, o promovente vem perseguindo a bastante tempo um ideal, qual seja, apenas de receber o bem consignado no contrato de adesão.

## Do Direito

Reconhecendo esta desigualdade, o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 4º, que trata da Política Nacional das Relações de Consumo, impôs o reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor, valorizando a boa-fé e o equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores, além de proibir os abusos.

O mesmo Código dispôs em seu artigo 6º, inciso IV, que a proteção contra práticas e cláusulas abusivas é direito básico do consumidor, taxando de abusivas, e portanto nulas, as cláusulas que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade, conforme inciso IV do artigo 51.

Além disso, esclarece o § 1º e incisos do mesmo artigo:

> _“Art. 51 ? (…)_

>
> _§ 1º – Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:_

>
> _I ? ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;_

>
> _II ? restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato de modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;_

>
> _III ? mostra-se excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.”_

Dispõe também em seu artigo 14, o seguinte:

> _“O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores, por defeitos relativos à prestação de serviço, bem como por informações insuficientes ou inadequadas, sobre sua fruição e riscos.”_

O Novo Código Civil é claro neste aspecto, quando diz em seu art.927.

> _“Aquele que, por ato ilícito (arts.186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repara-lo”._

Somente através de punições severas é que o direito do consumidor no Brasil será respeitado. Enquanto as condenações se basearem em valores irrisórios comparados aos prejuízos sofridos e ao nome, que por mais que se comprove o erro, sempre restará nas vítimas desses absurdos a “nuvem de desconfiança” em relação àqueles com quem elas precisem contratar.

O promovente pretende obter do Judiciário a rápida e eficaz prestação jurisdicional, no sentido de que apenas lhe seja entregue o veículo objeto do contrato no valor contratado, adquirido de boa fé e com muito sacrifício, como também, a aplicação da lei em toda sua plenitude como medida punitiva, para que leve as empresas a modificarem seus atos, de modo a zelar pela qualidade dos serviços prestados aos seus clientes, de sorte a não expô-los à constrangimentos desnecessários, como os já relatados.

## Do Pedido

Diante do exposto, requer-se a Vossa Excelência:

1. Com fundamento no art. 273 do CPC, a antecipação da tutela jurisdicional postulada, *initio litis et inaudita altera parte*, para considerar as executadas devedoras solidárias da obrigação de entregar o veículo nas condições estipuladas no contrato de adesão no prazo de 24 horas.

2. Seja cominada pena pecuniária de {VALOR_MIL_REAIS} por dia, em caso de descumprimento dos termos da tutela.

3. Seja determinada a citação das empresas promovidas, na pessoa de seus dirigentes, nos endereços constantes no inicio desta peça, para comparecer à audiência de conciliação designada, na qual poderão oferecer defesa, sob pena de revelia e consequentes confissão ficta da matéria de fato e julgamento antecipado da lide (arts.18, § 1º e 9º, da Lei nº 9.099/95);

4. Seja ordenada, com base no art. 6º, VIII, do CDC, a inversão do ônus da prova e, em consequência determinar que as empresas requeridas apresentem no ensejo de sua defesa, qualquer alteração contratual.

5. Seja julgado procedente o pedido, em todos os seus termos, a fim de que as requeridas sejam compelidas, através de todos os meios judiciais autorizados, a realizar a obrigação objeto da presente execução no valor capitalizado;

6. Condenação das empresas requeridas ao pagamento de 20% (vinte por cento) de honorários advocatícios, além de custas processuais, e demais cominações legais.

Caso Vossa Excelência, por melhor juízo, entenda diversamente da pretendida tutela antecipada (CPC, art. 330, I), – em que pese todo o material probatório carreado – pede-se a produção de todos os meios de provas em Direito admissíveis, especificamente depoimento pessoal dos representantes legais das executadas, juntada de novos documentos, oitiva de testemunhas, perícia, e o que mais se fizer necessário para bem instruir o feito;

Dá-se à presente causa o valor de {VALOR_NOVE_MIL_E_SEISCENTOS_REAIS} (nove mil e seiscentos reais), unicamente para efeitos fiscais e de alçada.

Nestes termos,

Pede Deferimento.

{CIDADE}, {DATA_ABRIL_2004}.

ADVOGADO

OAB/{UF_OAB}{NUMERO_OAB_FINAL}

Fim do modelo

Cicero Templates Collection

Explore mais modelos

Encontre o modelo perfeito para sua necessidade jurídica.