PetiçõesTribunal de JustiçaNeutro

Ordem de Habeas Corpus com Pedido de Liminar

Petição de Habeas Corpus

Usar este modelo

Crie uma cópia editável no Cicero Editor

Abrir no Editor

Criado

27 de abril de 2025

Atualizado

27 de abril de 2025

Versão

1

Autor

cicero

Jurisdição

br

Resumo

Petição de Ordem de Habeas Corpus com pedido liminar para relaxamento de prisão, alegando nulidade do mandado de prisão por ausência de identificação precisa do paciente (constando apenas o vulgo) e equívoco no processo criminal associado à prisão.

ORDEM DE HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR

Petição de Ordem de Habeas Corpus com pedido liminar para relaxamento de prisão, alegando nulidade do mandado de prisão por ausência de identificação precisa do paciente (constando apenas o vulgo) e equívoco no processo criminal associado à prisão.

Endereçamento e Qualificação

{NOME_ADVOGADO}, {NACIONALIDADE}, {ESTADO_CIVIL}, advogado inscrito na OAB/{UF_TRIBUNAL} sob o nº {NUMERO_OAB}, com endereço profissional na Rua/Av. {ENDERECO_ADVOGADO}, nº {NUMERO_ENDERECO_ADVOGADO}, Bairro {BAIRRO_ADVOGADO}, Cidade {CIDADE_ADVOGADO}/{UF_ADVOGADO}, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no inciso LXVIII do artigo 5º da Constituição Federal e no inciso I do artigo 648 do Código de Processo Penal, requerer

ORDEM DE HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR

em favor de

{NOME_PACIENTE} (vulgo “{VULGO_PACIENTE}”), {NACIONALIDADE_PACIENTE}, {ESTADO_CIVIL_PACIENTE}, {PROFISSÃO_PACIENTE}, portador do CPF/MF nº {CPF_PACIENTE}, com Documento de Identidade de n° {RG_PACIENTE}, residente e domiciliado na Rua {ENDERECO_PACIENTE}, nº {NUMERO_ENDERECO_PACIENTE}, bairro {BAIRRO_PACIENTE}, CEP: {CEP_PACIENTE}, {CIDADE_PACIENTE}/{UF_PACIENTE}, apontando como autoridade coatora o Juízo de Direito da {NUMERO_VARA}ª Vara Criminal da Comarca de {CIDADE_AUTORIDADE_COATORA}/{UF_AUTORIDADE_COATORA}, pelos fatos e fundamentos que passa a expor.

I – DOS FATOS

No dia {DIA_PRISAO}/{MES_PRISAO}/{ANO_PRISAO}, compareceram no plantão noturno dois policiais civis comunicando informalmente a prisão temporária do paciente por supostamente ter cometido as condutas típicas constantes dos artigos 12 e 14 da Lei 6.368/76.

Certo é que o mandado de prisão, cuja expedição fora determinada pelo juiz ora apontado como autoridade coatora, constava apenas e tão somente o vulgo do paciente, nada mais havendo do que o apelido “{VULGO_PACIENTE}” (cópia do mandado de prisão n. {NUMERO_MANDADO_PRISAO} em anexo).

É certo, ainda, que a prisão fora efetuada no Estado {UF_PRISAO} e que toda a fase inquisitorial vem sendo presidida por autoridade policial federal, malgrado o crime ser de competência da Justiça Estadual, o que se depreende do fato de ter sido determinada a prisão pela autoridade judicial estadual.

O que mais surpreende, no entanto, é a absoluta ilegalidade do mandado de prisão que, como dito, não menciona nada mais do que a alcunha de “{VULGO_PACIENTE}” como se tal fosse suficiente à identificação do acautelado. Impossível saber, portanto, se aquele que foi preso é mesmo o indiciado e não se tendo quaisquer elementos mais precisos de identificação.

Fato é que as unidades prisionais para as quais os policiais da Polinter encaminharam o preso, se negam a recebê-lo sob o mesmo argumento que ora se vem brandir em favor do paciente, ou seja, não há elementos que permitam concluir pela coincidência entre o preso e o abstrato vulgo que repousa solitário no mandado de prisão! Ou seja, no meio de toda esta atmosfera de violação da Carta Magna, foi o servidor do Presídio {NOME_PRESIDIO} o primeiro a verificar a total inconsistência da situação jurídica que se apresentava!

O absurdo é mais patente ao verificarmos a leitura informatizada do processo {NUMERO_PROCESSO}, que consta no mandado de prisão (em anexo). Nesta podemos observar que, não obstante da competência da {NUMERO_VARA}ª Vara Criminal da {CIDADE_AUTORIDADE_COATORA}/{UF_AUTORIDADE_COATORA}, este feito se refere a crime de racismo e tem como réu {NOME_REU} e outros!!! Não há qualquer menção a delitos ligados ao tráfico de drogas!

Assim é que, até o presente momento, o acautelado encontra-se enclausurado na caçamba da viatura militar enquanto as autoridades policiais decidem o que fazer com o mesmo, situação que fere, no mínimo, as regras legais processuais, desbordando da mera ilegalidade para tangenciar os princípios mais elevados como o da dignidade da pessoa humana que resta completamente solapado, ignorado e soterrado.

Relembre-se a condição deste cidadão: retirado do seu lar de surpresa para se ver preso em unidade da federação a milhares de quilômetros de distância com uma ordem prisional o mais vaga possível que se refere a um processo que nada tem a ver com si. Esclareça-se que, dado o caráter extraordinário dos fatos, o Defensor Público ora impetrante jamais teve conhecimento formal dos fatos, tendo sido necessária a expedição de ofício à Delegacia da Policia Federal requisitando os documentos referentes ao paciente, os quais conquanto parcos, revelam a insofismável ilegalidade ora levada ao conhecimento de Vossa Excelência, pelo que se impõe a concessão da ordem a fim de sanar a ilegalidade existente.

II – DA POSTULAÇÃO E DOS PEDIDOS

Destarte, ante o exposto e por tudo mais que a proficiência dos insignes julgadores puder acrescentar, serve a presente para se requerer, liminarmente, o imediato RELAXAMENTO DE PRISÃO do indiciado “{VULGO_PACIENTE}” com a consequente decretação de nulidade da Prisão levada a efeito, tudo em conformidade com o disposto no artigo 15 c/c art. 563, inciso III, alínea “c”, 2ª parte do CPP c/c artigo 5º inciso LV, LXV e LXVIII ambos da Constituição da República e, ao final, seja mantida a ordem concedida em conformidade com os dispositivos acima aludidos.

33 campos personalizáveis neste modelo

Nome AdvogadoNacionalidadeEstado CivilUf TribunalNumero OabEndereco AdvogadoNumero Endereco AdvogadoBairro AdvogadoCidade AdvogadoUf AdvogadoNome PacienteVulgo PacienteNacionalidade PacienteEstado Civil PacienteCpf PacienteRg PacienteEndereco PacienteNumero Endereco PacienteBairro PacienteCep PacienteCidade PacienteUf PacienteNumero VaraCidade Autoridade CoatoraUf Autoridade CoatoraDia PrisaoMes PrisaoAno PrisaoNumero Mandado PrisaoUf PrisaoNome PresidioNumero ProcessoNome Reu

Fim do modelo

Cicero Templates Collection

Explore mais modelos

Encontre o modelo perfeito para sua necessidade jurídica.